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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Declaração de Amor

Umas das 7 maravilhas do mundo, praticamente todos já o viram em inúmeras fotografias, mas o que poucos sabem, é a história que está por detraz deste inigualável monumento. O Taj Mahal, é não mais do que uma ode ao amor e representa toda a eloquência que este sentimento pode ser. Durante séculos, o Taj Mahal inspirou poetas, pintores e músicos que tentaram capturar a sua magia em palavras, cores e música. Viajantes cruzaram continentes inteiros para ver esta esplendorosa beleza, sendo poucos os que lhe ficaram indiferentes.
Como todas as histórias, esta também começa da mesma maneira... Era uma vez um príncipe chamado Kurram que se enamorou por uma princesa aos 15 anos de idade. Reza a história que se cruzaram acidentalmente mas seus destinos ficaram unidos para todo o sempre. Após uma espera de 5 anos, durante os quais não se puderam ver uma única vez, a cerimónia do casamento teve lugar do ano de 1612, na qual o imperador a rebaptizou de Mumtaz Mahal ou "A eleita do palácio". O Príncipe, foi coroado em 1628 com o nome Shah Jahan, "O Rei do mundo" e governou em paz.
Quis o destino que Mumtaz não fosse rainha por muito tempo. Ao dar à luz o 14º filho de Shah Jahan, morreu aos aos 39 anos em 1631. O Imperador ficou tremendamente desgostoso e inconsolável e, segundo crónicas posteriores, toda a corte chorou a morte da rainha durante 2 anos. Durante esse período, não houve musica, festas ou celebrações de espécie alguma em todo o reino.
Shah Jahan ordenou então que fosse construído um monumento sem igual, para que o mundo jamais pudesse esquecer. Não se sabe ao certo quem foi o arquitecto, mas reuniram-se em Agra as maiores riquezas do mundo. O mármore fino e branco das pedreiras locais, Jade e cristal da China, Turquesa do Tibet, Lapis Lazulis do Afeganistão, Ágatas do Yemen, Safiras do Ceilão, Ametistas da Pérsia, Corais da Arábia Saudita, Quartzo dos Himalaias, Ambar do Oceano Índico.
Surge assim o Taj Mahal. O seu nome é uma variação curta de Mumtaz Mahal.. o nome da mulher cuja a memória preserva. O nome "Taj", é de origem Persa, que significa Coroa. "Mahal" é arábico e significa lugar. Devidamente enquadrado num jardim simétrico, tipicamente muçulmano, dividido em quadrados iguais cruzado por um canal ladeado de ciprestes onde se reflecte a sua imagem mais imponente. Por dentro, o mausoléu é também impressionante e deslumbrante. Na penumbra, a câmara mortuária está rodeada por finas paredes de mármore incrustado com pedras preciosas que forma uma cortina de milhares de cores. A sonoridade do interior, amplo e elevado é triste e misterioso, como um eco que soa e ressoa sem nunca se deter. Sobre o edifício surge uma cúpula esplendorosa, que é a coroa do Taj Mahal. Esta é rodeada por quatro cúpulas mais pequenas, e nos extremos da plataforma sobressaem quatro torres que foram construídas com uma pequena inclinação, para que em caso de desabamento, nunca caiam sobre o edifício principal.
Os arabescos exteriores são desenhos muçulmanos de pedras semi preciosas incrustadas no mármore branco, segundo uma técnica Italiana utilizada pelos artesãos hindus. Estas incrustações eram feitas com tamanha precisão que as juntas somente se distinguem à lupa. Uma flor de apenas sete centímetros quadrados, pode ter até 60 incrustações distintas. O rendilhado das janelas foi trabalhado a partir de blocos de mármore maciço.
Diz-se que o imperador Shah Jahan queria construir também o seu próprio mausoléu. Este seria do outro lado do rio. Muito mais deslumbrante, muito mais caro, todo em mármore preto, que seria posteriormente unido com o Taj Mahal através de uma ponte de ouro. Tal empreendimento nunca chegou a ser levado a cabo. Após perder o poder, o imperador foi encarcerado no seu palácio e, a partir dos seus alojamentos, contemplou a sua grande obra até à morte. O Taj Mahal foi, por fim, o refúgio eterno de Shah Jahan e Mumtaz Mahal. Posteriormente, o imperador foi sepultado ao lado da sua esposa, sendo esta a única quebra na perfeita simetria de todo o complexo do Taj Mahal.
Após quase quatro séculos, milhões de visitantes continuam a reter a sua aura romântica... o Taj Mahal, será para todo o sempre um lágrima solitária no tempo.

segunda-feira, 30 de março de 2009

O vento, unguento, tormento
O cheiro da flor, a cor
Dores de amores
Horrores e pavores
Soluços lágrimas choro
Pranto, pavor, solidão
Quanto sofrer, tanto querer
E nada poder
Ficar sem nada fazer
Correr e nunca se deter
A chuva, a noite
A lua, o frio
Sem razão
Sem solução

quarta-feira, 11 de março de 2009

História Inacabada

Paixão que mexe remexe vai e volta
Anda passeia por ali e acolá, leva saudade, esperança
Aguarda, desiste, persiste
Ressurge, forte ou fraca, nova velha, totalmente antagonica
Fazendo um reboliço, um estardalhaço silencioso, discreto
Porém vulcânico, cataclismico
Assim mexida por dentro, confusa
Feliz, lisongeada,
Paixão?
Pra que rotular, por que julgar
Minha, sua, nossa
Amizade história inacabada

quarta-feira, 4 de março de 2009

Sonho

A voz, o rosto, poder de persuasão
Atitude, desprendimento
Atrevimento, envolvimento
Passeio pelas ruas
Livres pássaros, voando pelo céu azul
Sol escaldante, calor castigante
O toque, o cheiro, a pele
Saborear, aproveitar
Viver imensidão do ser
Guardar pra sempre
Sonho real
Impossível esquecer

Beijo

Beijo sem pudor
Beijo sem amor
Com temor
Com ardor
No calor
Beijo
Beijo quente
Amargo
Doce
Cúmplice
Amante
Cheiro
Beijo

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Insana

Confrontada
razão e emoção
Querer e não querer
Sentir o que?
Pensar por que?
Ponderar pra que?
Maturidade
Insanidade
Poder e não querer
Querer e não poder
Confusão
Dúvidas
Curiosidades
Passado
Presente
Futuro?
Quem
Com quem
Por quem
Pensamentos soltos
Sentimentos loucos
Razão e emoção
Agora não
Insana
Tentada
Decidir talvez
Viver reviver
Esquecer
Apagar
Sentir
Mergulhar
Voar
Por que?
Insanidade
Maturidade

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Crime Perfeito

Achava que somente ela possuía as provas que poderiam incriminá - lo.
Quando encantada, e ao mesmo tempo apavorada descobriu:
Ele também guardava todos os
registros anteriores...
Frases, textos, palavras, conversas.
Agora mais incriminados, totalmente
cumplíces.
Planejavam, desejavam, aguardavam
O momento
exato para o crime.
Crime? Eu disse crime?
Talvez sejam criminosos, ou apenas dois seres
Interessados um no outro, ou não.
Outra vez a mensagem inesperada, porem desejada.
Sabe aonde é que isso vai parar.
Nem eu, mas de uma coisa eu tenho certeza.
Esse crime qualquer um pode cometer...

Conversas

Quase tremeu quando viu a caixa de entrada das suas mensagens.
Que saudade de você!
Eu também, mas nunca ouso falar...
Não vacilou; ligou.
NÃO CONSEGUIU FALAR.
Vai ser melhor assim.
Respondeu, deu errado.
Mandou mais duas mensagens que deram certo.
E Advinha?
Existe telefone...
Bom ouvir sua voz outra vez...

terça-feira, 22 de abril de 2008

Nuxi

Acho que esqueci em algum lugar,
isso que durante tanto tempo
me fez sofrer, chorar, tremer ...
impediu - me de viver, crescer, mudar.
Até que esqueci...
Restaram apenas as lembranças,
daquele tempo bom que não volta mais.

BIEFFE Azul

Simplesmente detestava aquele capacete,
ao mesmo tempo adorava.
Detestava porque sabia que todo o
carinho e cuidado dispensado a ele eram por causa da paixão que ele representava,
paixão essa que não era eu.
Adorava porque tinha o cheiro dele...
Agora já não importa mais,
cada um seguiu seu rumo...

Encerrando Ciclos

"Quando penso em você saio da realidade e vou pra um lugar maravilhoso
onde só existe carinho, onde o amor é válido,
onde não temos que ficar longe de quem gostamos.
Mas quando volto a realidade e vejo que você não está aqui
me sinto só, fico triste, inquieta.
fico imaginando quando te verei novamente.
Quando poderei ser feliz novamente.
Gostei de você desde o primeiro momento
sem mesmo saber quem era, como seria.
Aprendi a te admirar, a ter respeito entre outras coisas mais.
Então finalmente quando nos conhecemos, foi maravilhoso,
foram tão poucos os momentos.
Porém marcantes.
Quando me vi estava finalmente com quem eu queria,
com quem eu desejava estar.
...

Quero você de rosto colado,
de mãos dadas ao entardecer,
de telefone ineperado,
de corpos suados,
de entrega e paixão,
de conte comigo,
de estou aqui,
de muitas palavras mesmo que em silêncio.
Quero você assim, com o seu jeito, com seu sorriso,
sem o medo do passado e despreocupado do futuro.
Sabe de uma coisa,
você é o meu número, tem a medida exata da minha paixão,
esta noite te convido
Fica comigo."

'Tudo o que é bom dura o tempo necessário para ser inesquecível."

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Mulheres Celtas

As mulheres de origem Celta eram criadas tão livremente como os homens.
A elas era dado o direito de escolher seus parceiros e nunca poderiam ser forçadas a uma relação que não queriam.
Eram ensinadas a trabalhar para que pudessem garantir seu sustento, bem como eram excelentes amantes, donas de casa e mães.


A primeira lição era:

“Ama teu homem e o segue, mas somente se ambos representarem, um para o outro, o que a Deusa Mãe ensinou: Amor, companheirismo e amizade.
Jamais permita que algum homem a escravize: você nasceu livre para amar, e não para ser escrava.
Jamais permita que o seu coração sofra em nome do amor.
Amar é um ato de felicidade, por quê sofrer?
Jamais permita que seus olhos derramem lágrimas por alguém que nunca lhe fará sorrir!
Jamais permita que o uso de seu próprio corpo seja cerceado. Saiba que o corpo é a moradia do espírito. Por quê mantê-lo aprisionado?
Jamais se permita ficar horas esperando por alguém que nunca virá, mesmo tendo prometido!
Jamais permita que o seu nome seja pronunciado em vão por um homem cujo nome você sequer sabe!
Jamais permita que o seu tempo seja desperdiçado com alguém que nunca terá tempo para você!
Jamais permita ouvir gritos em seus ouvidos. O Amor é o único que pode falar mais alto!
Jamais permita que paixões desenfreadas a levem de um mundo real para outro que nunca existiu!
Jamais permita que outros sonhos se misturem aos seus, tornando-os um grande pesadelo!
Jamais acredite que alguém possa voltar quando nunca esteve presente!
Jamais permita que seu útero gere um filho que nunca terá um pai!
Jamais se permita viver na dependência de um homem como se você tivesse nascido inválida!
Jamais se ponha linda e maravilhosa a fim de esperar por um homem que não tenha olhos para admirá-la!

Jamais permita que seus pés caminhem em direção a um homem que só vive fugindo de você!
Jamais permita que a dor, a tristeza, a solidão, o ódio, o ressentimento, o ciúme, o remorso e tudo aquilo que possa tirar o brilho dos seus olhos, a dominem, fazendo arrefecer a força que existe dentro de você!
E, sobretudo, jamais permita que você mesma perca a dignidade de ser...

MULHER!!!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Quando Danço



"Quando danço com a Vida

danço meu próprio ritmo

mantendo o meu compasso

Minhas marés anímicas

estão alinhadas e fluem

com a minha pulsação

minha expressão única

Reverenciando a mim mesma

eu reverencio tudo

Quando você dança

com a sinfonia da Vida

qual é seu ritmo?

É rápido ou lento

lépido ou litúrgico

repetitivo ou volúvel?

Você deixa o ritmo levá-la(o)

ou abatê-la(o)

acalmá-la(o)

encorajá-la(o)

ou perturbá--la(o)?

Como é seu ritmo?"



Descrição de Morgana


Em "Estoire de Merlin", temos uma descrição bastante detalhada de Morgana, indicando seu verdadeiro caráter e também os estreitos vínculos que estabelece com a Deusa Mãe primitiva:



"Era a irmã do rei Arthur. Era muito alegre e jovial, e cantava de forma muito agradável; seu rosto era moreno, mas bem metida em carnes, nem demasiadamente gorda nem demasiadamente magra, de belas mãos, de ombros perfeitos, a pele mais suave que a seda, de maneiras afáveis, alta esguia de corpo, em resumo, sedutora até o milagre; a mulher mais cálida e mais luxuriosa de toda a Grã Bretanha. Merlim havia lhe ensinado astronomia e muitas outras coisas, e havia se aplicado ao máximo, de maneira que havia se convertido em uma boa sacerdotisa, que mais tarde recebeu o nome de Morgan Le Fay ou Morgana a Fada, em virtude das maravilhas que realizou. Se explicava com uma doçura e uma suavidade deliciosas, e era melhor e mais atrativa que tudo no mundo, embora tivesse sangue frio. Porém quando queria alguém, era difícil acalmá-la..."



Esse é decididamente o retrato da Deusa Mãe primitiva, com toda sua ambigüidade, as vezes boa, outras nem tanto, "cálida e luxuriosa",

Morgana


Como muitos indivíduos legendários e românticos, há versões conflitantes sobre quem o que foi Morgana. O historiador e cronista do século XII, Geoffroi de Monmouth, escreveu que "sua beleza era muito maior do que a de suas nove irmãs. Seu nome é Morgana e ela aprendeu a usar todas as plantas para curar as doenças do corpo. Ela também conhece a arte de mudar de forma, de voar pelo ar...ela ensinou astrologia às irmãs."



Relatos antigos contam-nos que ela era uma Velha Deusa da Sabedoria, a Senhora e Rainha de Avalon, a Alta Sacerdotisa da Antiga Religião Celta. Aprendeu magia e astronomia com Merlim. Alguns achavam que ela era uma "fada arrogante", pois era símbolo de rebeldia feminina contra a autoridade masculina. Quando zangada, era difícil agradar ou aplacar Morgana; outras vezes, podia ser doce, gentil a afável. Também era descrita como "a mulher mais quente e sensual de toda a Grã-Bretanha."